
A noite vem às vezes tão perdida
E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
E tudo que era fundo fica perto...
Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dorE o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tantas vezes o que resta do calor
Se.... eu fosse a tua pele
Se.... tu fosses o meu caminho
Se.... nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
Trocamos as palavras mais escondidas
E só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer
Fica tão fácil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto....